O amor, o compromisso e o desejo de construir uma vida a dois ganharam um significado ainda mais especial nesta sexta-feira (28), no Recife. Ao todo, 217 casais oficializaram gratuitamente a união durante uma cerimônia coletiva promovida pela Defensoria Pública de Pernambuco (DPPE), em parceria com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e a Prefeitura do Recife. O evento foi realizado no Compaz Ariano Suassuna, no bairro do Cordeiro, Zona Oeste da capital, e contou com a presença de defensores e defensoras públicas.
A iniciativa garantiu a casais que não teriam condições de arcar com os custos convencionais do casamento civil a oportunidade de formalizar a união e assegurar direitos e proteção jurídica. Mais do que uma celebração, o casamento coletivo representa uma ação de cidadania e de acesso a direitos.
A formalização da união assegura aos casais segurança jurídica e possibilita o reconhecimento de direitos relacionados à família, ao patrimônio e à sucessão.
“É um evento de grande importância, o mais importante do calendário das ações de cidadania. Com isso, garantimos direitos e celebramos a união dos noivos que irão oficializar a sua união”, destacou o 1º Subdefensor Público-Geral Institucional e Administrativo da DPPE, Gabriel Gonçalves.
“Estamos muito felizes em fazer parte dessa história e garantir a cidadania de todos vocês”, afirmou Isabella Luna, coordenadora dos Programas de Cidadania da DPPE.
“Importante oportunidade de celebrar a felicidade de cada casal e também essa parceria da Prefeitura do Recife, da Defensoria e do Tribunal de Justiça”, ressaltou o prefeito do Recife, Victor Marques.
“Mais de 200 casais formalizam a união, em um trabalho que é feito a muitas mãos”, frisou o coordenador-geral do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), juiz José André Machado Barbosa Pinto.
Um dia para celebrar o amor
Com o espaço preparado para receber os noivos, a cerimônia reuniu casais de diferentes histórias e trajetórias, que compartilharam um momento marcado pela emoção e pela realização de um sonho.
Para muitos participantes, a oficialização da união representa a concretização de um desejo que, por diferentes motivos, precisou ser adiado. Com a iniciativa da Defensoria Pública, o sonho do casamento civil tornou-se possível de forma gratuita, garantindo não apenas a celebração, mas também o reconhecimento legal da relação.
Ao proporcionar a regularização das uniões, a Defensoria Pública amplia o acesso da população aos direitos e contribui para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Cidadania e acesso a direitos
A realização dos casamentos coletivos integra a atuação da Defensoria Pública voltada à promoção da cidadania e à garantia do acesso à Justiça. A iniciativa permite que pessoas em situação de vulnerabilidade tenham acesso gratuito à formalização da união civil, reduzindo barreiras econômicas e burocráticas.
Além do aspecto afetivo, o casamento civil produz importantes efeitos jurídicos para os casais e suas famílias, assegurando direitos e estabelecendo responsabilidades decorrentes da união.
A parceria entre a DPPE, o TJPE e a Prefeitura do Recife fortalece a articulação entre as instituições para ampliar o acesso da população a serviços essenciais e garantir que direitos fundamentais estejam ao alcance de todos.
A cerimônia desta sexta-feira foi, assim, mais do que um momento de celebração. Para os 240 casais, o “sim” representou a realização de sonhos, o reconhecimento de suas histórias e o início de uma nova etapa com mais segurança jurídica e cidadania.
Pelo TJPE, compuseram o dispositivo o juiz celebrante Clissério Bezerra; o coordenador-geral do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), juiz José André Machado Barbosa Pinto. Também presentes o prefeito do Recife, Victor Marques; procurador-geral do município, Pedro Pontes; e o secretário de Cidadania e Cultura de Paz do Recife, Rafael Arruda.
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