A Defensoria Pública de Pernambuco (DPPE), se fez presente, na manhã desta sexta-feira (24), em Audiência Pública, convocada pelo Grupo de Trabalho PopRuaJud do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) na Escola Judicial de Pernambuco (ESMAPE), para dialogar e reunir informações com o objetivo de construir e aprimorar propostas para a Política Judicial Estadual de Atenção à População em Situação de Rua e suas interseccionalidades na justiça pernambucana.
A Defensora Pública Juliana Paranhos representou a DPPE na ocasião e fez parte da mesa diretora ao lado do Coordenador do Grupo de Trabalho PopRuaJu, o Juiz Tito Lívio, do Desembargador Francisco Sertório Canto, do Promotor de Justiça e membro do Coletivo Transforma MP Fabiano de Melo Pessoa, da Secretária Executiva do Estado Mércia Ramos, do Defensor Público Federal Ricardo Russel, da Professora do Departamento de Ciências do Consumo da Universidade Federal Rural de Pernambuco (Coordenadora do Programa de Mestrado em Consumo) Raquel Uchôa, do líder do Movimento Nacional População de Rua Jaílson Santos e do representante da Casa do Pão da Arquidiocese OLinda e Recife Polyana Souza.
Durante a Audiência Pública, a Defensora Pública Juliana Paranhos enfatizou a importância da construção de políticas que considerem as especificidades e necessidades das pessoas em situação de rua, levando em conta suas interseccionalidades. "Uma abordagem interseccional leva em consideração as múltiplas formas de representação e opressão que as pessoas em situação de rua podem enfrentar, como raça, gênero, orientação sexual e identidade de gênero, entre outras. É importante reunir o máximo de informações sobre essas interseccionalidades, para garantir que todas as pessoas em situação de rua tenham acesso à justiça e aos serviços necessários para superar este momento", explicou a defensora.
Para o Coordenador do Grupo de Trabalho PopRuaJu, o Juiz Tito Lívio, reunir informações necessárias para realização de uma política pública adequada para as Pessoas em Situação de Rua, é fundamental envolver especialistas em políticas públicas, organizações da sociedade civil que trabalham com pessoas em situação de rua, bem como representantes da própria população em situação de rua. "Temos hoje aqui parceiros importantes, além de representantes das categorias envolvidas, como a Defensoria Pública de Pernambuco que sempre está próxima a população vulnerável prestando auxílio e ouvindo suas dores diariamente e que vai contribuir para esta construção conjunta com o Tribunal de Justiça de Pernambuco", resumiu o coordenador.









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